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Preços de tomate, alface e melancia caem em abril em meio à queda na procura em função da pandemia, diz governo

Por Redação em 21/05/2020 às 11:21:43


Por outro lado, valores da batata e da cebola tiveram altas bastante significativas, segundo a Conab. PreƧo do tomate caiu quase 30% em Minas Gerais

Lucas Diego

Alface, tomate e melancia lideraram a queda de preƧos de produtos do hortifrúti em abril, em meio às medidas de restriĆ§Ć£o devido à pandemia da Covid-19 e à sazonalidade da oferta, informou nesta quinta-feira (21) a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo o estudo, o tomate chegou a ter queda de preƧos de 29,6% na Central de Abastecimento (Ceasa) do Rio de Janeiro e de 23,1% na central de Belo Horizonte.

JĆ” a alface apresentou menor volume para comercializaĆ§Ć£o e reduĆ§Ć£o de preƧos. As maiores baixas ocorreram na central de Vitória (-29%), mas também em Belo Horizonte (-25,8%) e na Ceagesp, SĆ£o Paulo (-3%).

Alimentos que subiram

Por outro lado, os preƧos da batata e da cebola apresentaram-se em alta, inclusive bastante significativas, segundo a Conab.

Para a batata, a presenƧa ainda insignificante da nova safra fez a menor oferta pressionar os preƧos para cima. Estes movimentos foram unĆ¢nimes nos mercados analisados, registrando altas entre 2,34% na CeasaMinas – Belo Horizonte e 33,18% na Ceasa/RJ – Rio de Janeiro.

No caso da cebola, os incrementos de preƧos foram ainda maiores. Os percentuais de alta ficaram entre 26,75% na Ceasa/GO – GoiĆ¢nia e 80,20% na Ceagesp – SĆ£o Paulo.

O abastecimento concentrado na produĆ§Ć£o do Sul do país, em declínio em abril, e o atraso na saída da produĆ§Ć£o nordestina, em funĆ§Ć£o das chuvas na regiĆ£o, pressionaram as cotaƧƵes no sentido de aumento, de acordo com o governo.

Frutas

No caso das frutas, a melancia foi a que teve maior reduĆ§Ć£o percentual de preƧos, chegando a ser vendida na central de GoiĆ¢nia com queda de 33,18%. A reduĆ§Ć£o de preƧos ocorreu em virtude da fraca demanda resultante de chuvas em alguns centros consumidores e frio em outros, fatores que reduzem o consumo dessa fruta.

A banana nanica e a prata tiveram menor produĆ§Ć£o em SĆ£o Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais, grandes produtores nacionais. Dentre os mercados atacadistas que apresentaram diminuiƧƵes nos preƧos dessa fruta, estĆ£o a central mineira (16,60%) e a de GoiĆ¢nia (7,05%).

ExportaƧƵes

O volume de exportaĆ§Ć£o de frutas acumulado no país, até abril, foi 4,61% menor em relaĆ§Ć£o ao mesmo período de 2019, e o valor comercializado em dólares diminuiu 13,44%, o que, segundo a Conab, pode ser uma sinalizaĆ§Ć£o dos efeitos da pandemia do novo coronavírus no mundo.

Destaque para o crescimento, mesmo nesse cenĆ”rio, do volume das exportaƧƵes de maĆ§Ć£s, limƵes e limas, banana e abacate. O melĆ£o, principal fruta brasileira exportada, continuou a apresentar queda nas remessas ao exterior.

Fonte: G1

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