Quebras na soja e no milho causam perdas de R$ 41 bilhões, calcula consultoria

Por Redação em 11/02/2024 às 09:59:02

A quebra na safra de milho e soja no Brasil já causa prejuízos de R$ 41,6 bilhões. O cálculo é da Cogo Inteligência em Agronegócio. Em volume, a perda total é de 28,7 milhões de toneladas em relação às previsões iniciais de produção da oleaginosa e do cereal, divulgou a empresa, nesta sexta-feira (9/2).

A consultoria estimou a produção de soja no ciclo 2023/24 em 148,5 milhões de toneladas, 9,1% a menos que a previsão de um mês atrás, de 155,2 milhões de toneladas. A projeção inicial era de 163,4 milhões.

A empresa avalia que a falta de chuva e as temperaturas elevadas prejudicaram mais as lavouras precoces. Semeados entre setembro e outubro, esses campos devem ter as maiores reduções de produtividade. Para toda a safra, a Cogo Inteligência esperava rendimento médio superior a 60 sacas por hectare. A previsão atual é de 54,8.

"As boas produtividades estimadas para as regiões Sul e Sudeste deverão compensar parte das perdas previstas para as regiões Centro-Oeste, Norte e Matopiba. Até este momento, as perdas somam 14,9 milhões de toneladas, com prejuízos na ordem de R$ 28,9 bilhões", revelou.


Milho

Para o milho, a consultoria projeta uma produção de 115,8 milhões de toneladas, somadas primeira e segunda safras. Um mês atrás, projetava 119,7 milhões. O número atual significa uma perda de 13,8 milhões de toneladas comparando com a previsão inicial: 129,6 milhões de toneladas.

O clima desfavorável reduziu produtividade da cultura em uma temporada de área menor que a do ciclo 2022/23. O plantio do milho de primeira safra diminuiu 12%, porque produtores migraram para a soja. A colheita do cereal deve ser de 23,7 milhões de toneladas, 14% inferior.

"O excesso de chuvas e a baixa luminosidade durante boa parte do ciclo da cultura reduziram o potencial produtivo nas regiões Sul e Sudeste do Brasil", explicou o boletim da Cogo Inteligência.

A segunda safra do cereal deve ter uma redução de 6% na área, projeta a consultoria. Com o rápido andamento da colheita de soja, o risco climático pode ser menor, porque a maior parte do plantio deve se desenvolver dentro da janela ideal. De outro lado, há possibilidade de redução no uso de insumos, com consequente diminuição do potencial produtivo.

Fonte: GR

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