Fávaro espera anúncio de medidas de apoio ao agro 'antes do fim da safra'

Por Redação em 06/02/2024 às 11:13:21

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse nesta segunda-feira (5/2), esperar para o fim de fevereiro e início de março o anúncio das primeiras medidas de apoio a agricultores que vem sofrendo perdas de produção por causa das más condições climáticas. Ele fez a afirmação em entrevista coletiva após participar de reunião do Conselho Superior de Agronegócios da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Cosag/Fiesp), na capital paulista.

Fávaro disse ter passado todas as informações para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e ao presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloísio Mercadante. O ministro da Agricultura afirmou que ainda não tem detalhes de eventuais medidas do plano de ajuda, porque a equipe econômica ainda está fazendo um diagnóstico da situação do setor. Ressaltou, no entanto, que ainda não há motivo para "alarmismo" e que o cenário atual não pode ser chamado de crise.

"Qualquer solavanco, inadimplência, qualquer incapacidade do setor, as consequências são danosas. Estamos fazendo análises para tomar medidas tranquilas. Acho que é possível ainda em meados de fevereiro, depois do Carnaval, termos um diagnóstico que será levado ao presidente Lula. Mas a ideia é nos anteciparmos e e, antes do final da safra, quem possa ter risco de inadimplência, tenham alternativas", disse ele.

Fávaro explicou que a equipe econômica está fazendo um levantamento das condições dos contratos de financiamento que vencem neste ano e relacionando com as culturas que estão sofrendo mais com os efeitos negativos do clima e com a baixa dos preços de produtos agrícolas. Segundo o ministro, há culturas que estão em situação positiva e não devem precisar de apoio do governo.

Socorro do governo

Durante a reunião do Cosag, o ministro alertou que, se o governo não tomar medidas para socorrer os produtores rurais, pode haver aumento de pedidos de recuperação judicial e de inadimplência, o que seria péssimo para o setor.

"A queda de produtividade não é generalizada, mas teremos problemas. Estamos olhando medidas para dar tranquilidade", afirmou. "O que precisamos é de política pública adequada à realidade do momento", acrescentou.

Fávaro disse ainda que o Plano Safra para 2023/24, ainda em vigor, além de disponibilizar maior volume de recursos, está mais eficiente na liberação do crédito. Pontuou, no entanto, a atual situação enfrentada pelos produtores neste início de ano - com queda nos preços de commodities e problemas climáticos, além de investimentos feitos a custos elevados - traz riscos para o setor.

Fonte: Globo Rural

Comunicar erro
Combate a queimadas e desmatamento ilegal

Comentários