Volume de soja sustentável certificada pelo programa 3S da Cargill cresce 17%

Por Redação em 10/07/2024 às 07:20:54

A Cargill relatou aumento de 17% no volume de soja sustentável certificada pelo Programa 3S (Soluções para Suprimentos Sustentáveis) na safra 2022/23, em comparação com o ciclo anterior. Para a safra 2023/24, cujos dados ainda serão analisados, a Cargill informou que haverá ampliação do programa, especialmente na Bahia e no Maranhão.

Em número de produtores beneficiados pelos valores adicionais, o crescimento foi de 17%, passando de 216 para 253 agricultores. A área agrícola aumentou de 605 mil hectares para 737 mil hectares em oito Estados - Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará e Paraná.

A Cargill não informou o valor do prêmio pela soja certificada nesta safra. Na temporada passada, os produtores receberam parte de 55% do lucro líquido obtido pela empresa com a venda da soja certificada.

De acordo com a Cargill, o principal destino dessa soja sustentável era a Europa até 2022. Mas hoje os grãos são vendidos para todos os continentes. Dentre os novos mercados está a China, que recentemente recebeu o primeiro embarque do 3S, informou a companhia.

"Seguimos incentivando as certificações e o programa 3S e vamos além, implementando programas de agricultura regenerativa como o ReSolu e o Regenera Cerrado. Nossa intenção é que a soja sustentável alcance todos os mercados, desde os menos desenvolvidos até os mais maduros", afirmou a Cargill.

O 3S é uma parceria da Cargill com o Instituto BioSistêmico (IBS) para promover a sustentabilidade e rastreabilidade na cadeia da soja. O 3S é reconhecido pela The European Compound Feed Manufacturers" Federation (FEFAC), entidade que representa associações nacionais em 24 estados-membro da União Europeia. O programa tem também equivalência ao SAI/FSA prata (Platform"s Farm Sustainability Assessment).

O programa é oferecido de forma gratuita aos agricultores fornecedores da empresa. Recebe a certificação a fazenda que comprove desmatamento zero desde pelo menos 2008, gestão da emissão de gases de efeito estufa, boas práticas agrícolas e o bem estar dos trabalhadores rurais.

Fonte: GR

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