Fávaro destaca produção sustentável brasileira em seminário que comemora os 50 anos da relação Brasil-China

Por Redação em 06/06/2024 às 07:27:17

Nesta quarta-feira (5), o ministro da Agricultura e Pecu├íria, Carlos F├ívaro participou do "Semin├írio Empresarial Brasil-China: os próximos 50 anos", em Pequim, durante a missão oficial liderada pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Na ocasião, destacou a importância do encontro e o potencial brasileiro para produzir cada vez mais de forma sustent├ível.

"É determinação do presidente Lula o estreitamento das relações diplom├íticas. J├í são perceptíveis os resultados. O avanço das relações comerciais, das oportunidades de negócio e de prosperidade para o povo chin├¬s e para o povo brasileiro j├í são eficientes e isso j├í reflete na economia dos dois países", revelou F├ívaro. "Esse semin├írio traz a oportunidade dos empres├írios brasileiros, dos empres├írios chineses e dos dois governos estreitarem ainda mais as nossas relações e as nossas oportunidades", completou.

Ainda, o ministro F├ívaro pontuou que o Brasil possui produtores vocacionados a lidar com a terra e, também, destacou o compromisso com a produção sustent├ível. "Um dos grandes ativos brasileiros é a sustentabilidade. O Brasil cresce a passos largos na produção sustent├ível. Para isso, temos trabalhado o programa nacional de recuperação de pastagens degradadas, que visa incrementar mais 40 milhões de hectares de ├íreas com altíssimo potencial produtivo e sem derrubar uma ├írvore se quer. Isso pode permitir o Brasil dobrar a sua produção de alimentos e energia, preservando o meio ambiente. É uma grande oportunidade de segurança alimentar e energética para o mundo", disse.

No evento, representantes governamentais e empres├írios dos dois países foram enf├íticos sobre a importância da parceria estratégica Brasil-China e descreveram oportunidades de negócios para os dois países desenvolverem nos próximos anos.

Alckmin abriu o evento lembrando que o presidente da República, Luiz In├ício Lula da Silva, v├¬ a China como parceiro estratégico e preferencial do Brasil, enquanto Wang Shouwen, vice-ministro de Comércio da China, afirmou que seu país sempre coloca o Brasil como prioridade diplom├ítica. Representantes dos dois países também veem amplo potencial em políticas de estado brasileiras como a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Novo PAC.

"Vamos trabalhar ainda mais para aprimorar a nossa parceria, mas quero dizer especialmente às empres├írias e empres├írios brasileiros que estamos juntos, com o propósito da prosperidade, do combate à pobreza, da criação de emprego e do desenvolvimento", afirmou Alckmin na abertura do fórum empresarial. "Tenho certeza de que teremos, com o talento e o espírito público, e a capacidade de empreender dos empres├írios brasileiros e dos empres├írios chineses, ferramentas para podermos alcançar o bem comum", completou.

Também presente, o presidente da Ag├¬ncia Brasileira de Promoção a Exportação (ApexBrasil), Jorge Viana, destacou as oportunidades entres os países. "O Brasil pode ser o lugar onde empresas chinesas se instalem para parceria com empresas brasileiras, para a produção de produtos de manufaturas. A casa do Brasil (Xangai) pode ajudar, inclusive, nisso".

PARCERIA

A China se manteve como o principal destino dos produtos agrícolas brasileiros em 2023. As vendas para o mercado chin├¬s foram recordes na série histórica, somando US$ 60,24 bilhões, representando 36,2% do total exportado pelo agronegócio nacional. O país asi├ítico também foi o que mais contribuiu para o crescimento das exportações do agronegócio brasileiro em 2023, com um acréscimo de US$ 9,53 bilhões em relação a 2022.

Somente nos quatro primeiros meses de 2024, o Brasil exportou US$ 17,09 bilhões em produtos agrícolas para o mercado chin├¬s.

O FÓRUM EMPRESARIAL

O semin├írio empresarial Brasil-China: os próximos 50 anos reuniu mais de 400 empres├írios de ambos os países e foi realizado pela ApexBrasil, Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Vice-Presid├¬ncia do Brasil, Conselho Chin├¬s para Promoção de investimento Internacional (CCIIP) e Ministério do Comércio da China (Mofcom), com apoio do Conselho Empresarial Brasil-China, China-Brazil Business Council e Confederação Nacional da Indústria.

OUTRAS AGENDAS

No segundo dia da missão oficial à China, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, também assinou memorandos de entendimento (MOU, na sigla em ingl├¬s) para a promoção do café brasileiro na maior rede de cafeterias da China, a Luckin Coffee, e para a criação de um hub de inovação brasileira em Xangai. As duas iniciativas foram pela Ag├¬ncia Brasileira de Promoção à Exportação (ApexBrasil).

A Luckin Coffee é a principal importadora de café brasileiro no país. O acordo assinado prev├¬ a compra de aproximadamente 120 mil toneladas de café brasileiro pela rede, no valor cerca de U$ 500 milhões.

"Em 2022, o Brasil exportou US$ 80 milhões em café e no ano passado, foram US$ 280 milhões, praticamente quatro vezes mais que no ano anterior. Agora, só neste contrato com a Luckin Coffee, estamos falando de meio milhão de dólares, o que demonstra que o Brasil, maior produtor e exportador de café do mundo, est├í abrindo mercados", afirmou o vice-presidente. J├í o ministro F├ívaro lembrou que a produção brasileira de café vive transformação, com foco cada vez maior na sustentabilidade.


Fonte: MAPA

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