AL- Vacina que volta

Sem espaço, frigoríficos são autorizados a armazenar carne bovina que iria para a China em contêineres

Por Redação em 21/10/2021 às 13:59:24

Segundo o Ministério da Agricultura, medida é tempor√°ria e valer√° até que os chineses retomem as importa√ß√Ķes de carne brasileira


Com as exporta√ß√Ķes de carne bovina para a China suspensas voluntariamente pelo governo brasileiro, devido ao surgimento de dois casos at√≠picos do mal da Vaca Louca em bovinos no Brasil no in√≠cio do m√™s passado, o Ministério da Agricultura decidiu permitir aos frigor√≠ficos, temporariamente, o armazenamento do produto em cont√™ineres refrigerados.

O motivo é a demora da China em aceitar comprar de novo carne do Brasil e, com isso, o Ministério da Agricultura voltar a emitir certificados autorizando as opera√ß√Ķes. As empresas exportadoras est√£o sem espa√ßo em seus estabelecimentos.

Esta foi a principal novidade de uma circular emitida pela pasta, na √ļltima ter√ßa-feira. O documento, que reitera a suspens√£o da produ√ß√£o de carne bovina para o pa√≠s asi√°tico, foi enviado aos chefes dos Servi√ßos de Inspe√ß√£o de Produtos de Origem Animal, à Coordena√ß√£o-Geral de Inspe√ß√£o e à Coordena√ß√£o-Geral de Controle e Avalia√ß√£o do Departamento de Inspe√ß√£o de Produtos de Origem Animal.

Atualmente, a carne precisa ser armazenada em c√Ęmaras frias dos frigor√≠ficos. A utiliza√ß√£o de cont√™ineres refrigerados n√£o é permitida por raz√Ķes de controle sanit√°rio, como temperatura e condi√ß√Ķes de armazenamento. Mas foi aberta uma exce√ß√£o, até que a situa√ß√£o seja resolvida.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, j√° indicou que est√° disposta a ir até Pequim conversar com autoridades sanit√°rias sobre o tema. Na semana passada, ela enviou uma carta à Administra√ß√£o Geral da Alf√Ęndegas da China (GACC), colocando-se à disposi√ß√£o para tratar pessoalmente do caso.

O principal argumento a ser usado pela ministra é o fato de a Organiza√ß√£o Mundial de Sa√ļde Animal (OIE) ter mantido, h√° mais de um m√™s, o status do Brasil de pa√≠s com "risco insignificante" para Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), ou vaca louca.

Os casos, identificados em Minas Gerais e no Mato Grosso, s√£o de "origem at√≠pica" — ou seja, em que a causa é uma muta√ß√£o em um √ļnico animal, e n√£o por meio de da contamina√ß√£o entre dois ou mais bovinos.

A China é um dos maiores compradores de carne bovina brasileira. Os embarques para aquele pa√≠s somaram US$ 4 bilh√Ķes em 2020 e este ano, até setembro, as vendas estavam em US$ 3,8 bilh√Ķes. Os dados s√£o do Ministério da Economia.

Em nota, o Ministério da Agricultura refor√ßou que a exporta√ß√£o para a China j√° est√° suspensa desde o dia 4 de setembro. A pasta destacou que a autoriza√ß√£o para a estocagem em cont√™ineres ter√° dura√ß√£o de 60 dias e se aplica à carne produzida antes da interrup√ß√£o das vendas para aquele pa√≠s. A medida foi tomada pelo governo brasileiro com base em um protocolo sanit√°rio bilateral.

O diretor técnico da Confedera√ß√£o de Agricultura e Pecu√°ria do Brasil (CNA), Bruno Lucci, disse que os produtores brasileiros est√£o bastante preocupados com a queda no pre√ßo da arroba do boi. O valor, que estava em R$ 313, caiu para R$ 270.

— É um momento preocupante, porque os produtores est√£o tirando o gado do confinamento em um ano em que o custo com alimenta√ß√£o foi muito alto. É um cen√°rio delicado. Confiamos na ministra da Agricultura — afirmou.


Fonte: O Globo

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