AL- Vacina que volta

Governo pede para frigoríficos suspenderem produção de carne para a China

Por Redação em 20/10/2021 às 13:28:20

Medida vale por 60 dias. Vendas est√£o paralisadas para o pa√≠s asi√°tico desde o dia 4 de setembro, quando casos suspeitos de vaca louca foram notificados. Cabe à China liberar a importa√ß√£o.


O Ministério da Agricultura determinou na ter√ßa-feira (20), por meio de um of√≠cio circular, que os frigor√≠ficos habilitados para exportar para a China suspendam a produ√ß√£o para o pa√≠s asi√°tico por 60 dias.

A decisão ocorreu no mesmo dia em que a paralisação das vendas para a China completou 45 dias, depois de casos suspeitos de vaca louca terem sido notificados em Minas Gerais e Mato Grosso.

O comércio est√° paralisado desde o dia 4 de setembro, por decis√£o do próprio governo brasileiro, que atendeu a um protocolo sanit√°rio firmado com a China. O acordo prev√™ interrup√ß√£o do comércio em caso de identifica√ß√£o da doen√ßa, ainda que os casos identificados no Brasil n√£o apresentem risco de contamina√ß√£o.

Por outro lado, a decis√£o de retomada depende da China, que ainda mantém o veto.

A medida já afeta os mercados, com reflexos em quedas na exportação da proteína e no preço do boi gordo.

Casos da vaca louca

Os dois casos do mal da vaca louca identificados pelo Ministério da Agricultura ocorreram no in√≠cio do m√™s em Belo Horizonte (MG) e Nova Cana√£ do Norte (MT).

Ambos se tratam da contamina√ß√£o at√≠pica, que ocorre por uma muta√ß√£o genética e, portanto, n√£o indica infec√ß√£o de todo o rebanho.

A Organiza√ß√£o Mundial de Sa√ļde Animal (OIE), que foi notificada pelo Ministério da Agricultura, concluiu que eles n√£o representam risco para a cadeia de produ√ß√£o bovina do pa√≠s.

Os casos não fizeram com que o Brasil perdesse a classificação como país de risco insignificante para a doença.

A doença

A enfermidade é fatal e acomete bovinos adultos de idade mais avan√ßada, provocando a degenera√ß√£o do sistema nervoso. Como consequ√™ncia, uma vaca que, a princ√≠pio, era calma e de f√°cil manejo, por exemplo, se torna agressiva, da√≠ o apelido do dist√ļrbio.

Existem dois tipos do animal desenvolver a doen√ßa, por uma muta√ß√£o da prote√≠na pr√≠on, no cérebro, no caso at√≠pico, ou por contamina√ß√£o, ao consumir ra√ß√£o de origem animal.

Humanos também podem ser infectados quando consomem carnes de animais enfermos ou também por meio da muta√ß√£o.

Em 20 anos de monitoramento da doen√ßa, o Brasil nunca identificou a forma mais tradicional, que é quando o animal é contaminado por causa de sua alimenta√ß√£o, diz Vanessa Felipe de Souza Médica-Veterin√°ria, Virologista, Pesquisadora da Embrapa Gado de Corte.

Fonte: G1

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