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Safra de laranja 2021/2022 diminui 8,9%, previsão de 267,87 mi de caixas

Por Redação em 12/09/2021 às 07:22:40

A primeira reestimativa da safra de laranja 2021/22 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro indica produção de 267,87 milhões de caixas de 40,8 kg, ante as 294,17 milhões de caixas estimadas em maio deste ano. A redução de 26,30 milhões de caixas em relação à expectativa inicial é equivalente a uma queda de 8,9%, informa o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), em pesquisa divulgada hoje (10), realizada com a cooperação da Markestrat, FEA-RP/USP e FCAV/Unesp. Da safra total, cerca de 23,77 milhões de caixas deverão ser produzidas no Triângulo Mineiro.

Conforme comunicado da entidade, a principal causa da acentuada queda da safra é a piora no regime de chuvas, que se configura na mais grave crise hídrica ocorrida no Brasil nos últimos 91 anos. "A combinação dessa estiagem, jamais vivenciada pela citricultura, e das sucessivas geadas em julho culminaram em uma gradual degradação da safra, que vem sendo constatada à medida que as colheitas avançam e revelam números completamente atípicos", diz o Fundecitrus.

Diante desses dados e da perspectiva de que as condições climáticas adversas permanecerão até o encerramento das colheitas, o tamanho e a queda de frutos deverão chegar aos níveis mais críticos da série histórica. "Se este cenário for confirmado, não há mais o incremento da safra atual em relação à passada, que até então era de 9,51%, considerando a estimativa de maio, mas um volume menor que o produzido na temporada anterior (-0,28%)", destaca o Fundecitrus.

De forma geral, as laranjas estão excessivamente miúdas e a queda prematura de frutos atinge um de seus maiores índices. Com isso, a projeção recua ao nível similar ao da safra passada, que foi finalizada em 268,63 milhões de caixas, apesar da carga de frutos atual ser 12,50% maior em virtude da bienalidade positiva.

Segundo o Fundecitrus, a estimativa realizada em maio já contemplava os efeitos desencadeados por volumes de chuva abaixo da faixa normal climatológica previstos para esta safra. "Todavia não se contava que o déficit hídrico seria tão drástico e resultaria em uma seca implacável no cinturão citrícola", observa. O volume acumulado de maio a agosto de 2021 é de apenas 49,6 milímetros, em média nas regiões, volume equivalente a aproximadamente 30% da normal climatológica (1981-2020), de acordo com dados da Somar/Climatempo Meteorologia.

De acordo com o Fundecitrus, o quadro de seca foi agravado pelas geadas, que ocorreram de forma abrangente no Estado de São Paulo, prejudicando principalmente talhões localizados em baixadas, que têm relevo e microclima mais suscetível. "As regiões do cinturão citrícola localizadas no Sul, Sudoeste e Centro foram as mais atingidas pelas geadas. Em casos isolados, as geadas foram severas e chegaram a provocar a morte de plantas, sobretudo, as mais jovens, mas, no geral, causaram danos nas folhas, ramos e frutos", relata.

O ritmo de colheita mais lento, observado na temporada passada, está se repetindo nesta safra, em virtude da elevada concentração de frutos de segunda florada, que também acontece pelo segundo ano consecutivo, diz o Fundecitrus.

Novas estimativas do Fundecitrus, sobre a safra de laranja 2021/22 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, serão atualizadas em 10 de dezembro de 2021, 10 de fevereiro e 12 de abril de 2022.


Fonte: Estadão

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