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Importação de arroz pelo Brasil dispara até 2ª semana de setembro

Por Redação em 14/09/2020 às 21:33:04

A compra do grĆ£o com casca subiu 310,9%, para 864,3 toneladas ao dia, enquanto os preƧos de importaĆ§Ć£o atingiram US$ 337,3 por tonelada, alta de 27,52%, diz Economia. Arroz em casa antes de passar pelo beneficiamento, ou seja, ser descascado e limpo antes de ser embalado

Paulo Lanzetta/Embrapa

As importaƧƵes de arroz com ou sem casa pelo Brasil aumentaram fortemente neste mês, até a segunda semana, na comparaĆ§Ć£o com a média diĆ”ria registrada em setembro completo de 2019, segundo informaƧƵes divulgadas pelo Ministério da Economia, nesta segunda-feira (14).

A alta vem na esteira de preƧos recordes no mercado nacional que levaram o governo a isentar de tarifas uma cota de R$ 400 mil toneladas para compras externas, na semana passada.

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A média das aquisiƧƵes de "arroz com casca, paddy ou em bruto" disparou 310,9%, para 864,3 toneladas ao dia, enquanto os preƧos de importaĆ§Ć£o atingiram 337,3 dólares por tonelada, alta de 27,52%, conforme os dados do governo.

Ao todo, a importaĆ§Ć£o desse tipo de arroz no acumulado do mês até a segunda semana somou 6,9 mil toneladas, jĆ” superando as 4,4 mil toneladas vistas em todo o mês de setembro de 2019.

JĆ” as importaƧƵes de arroz "sem casa ou semi elaborado, polido, glaceado, quebrado, parbolizado ou convertido" somaram 3,3 mil toneladas ao dia, alta de 14,74% ante a média do mesmo mês do ano passado, acumulando um total de 26,7 mil toneladas até a segunda semana.

NĆ£o havia informaƧƵes disponíveis sobre o origem das importaƧƵes registradas na parcial de setembro.

As importaƧƵes cresceram em meio a expectativas de que o governo poderia isentar uma cota de tarifa, o que acabou se confirmando, e diante de preƧos recordes no mercado nacional acima de 100 reais a saca de 50 kg no Rio Grande do Sul, conforme indicador do Centro de Estudos AvanƧados em Economia Aplicada (Cepea), valor que representa mais que o dobro do visto no mesmo período do ano passado.

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CĆ¢mbio e aumento do consumo

Em agosto, as importaƧƵes pelo Brasil ainda foram 46% mais baixas frente o mesmo período do ano passado, para 44 mil toneladas, de acordo com dados do Ministério da Agricultura. Enquanto isso, no acumulado dos oito primeiros meses do ano, as aquisiƧƵes tinham caído 17,2%, para 417 mil toneladas.

A queda nas compras externas até agosto, assim como fortes exportaƧƵes de arroz pelo Brasil, impulsionadas pelo cĆ¢mbio, além do aumento do consumo nos lares durante a pandemia, estĆ£o entre os fatores para a alta nos preƧos do cereal este ano.

Entre os principais fornecedores de arroz ao Brasil estĆ£o os países do Mercosul, mas com o cĆ¢mbio desfavorĆ”vel esse negócios tinham sido menos intensos até o mês passado.

Com a isenĆ§Ć£o da tarifa de 10% a 12%, para o arroz em casca e beneficiado, respectivamente, para uma cota de 400 mil toneladas até o final do ano para o produto de fora do Mercosul, o governo brasileiro espera que Estados Unidos e TailĆ¢ndia estejam entre os principais fornecedores, disse a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, na semana passada.

A cota sem tarifa é vista pelo governo como uma forma de aliviar os preƧos para os consumidores.

Procurada, a AssociaĆ§Ć£o Brasileira da Indústria de Arroz (Abiarroz) nĆ£o retornou pedidos de comentĆ”rios sobre importaƧƵes.

Grandes empresas nacionais, como Camil e Tio JoĆ£o, preferiram nĆ£o comentar o assunto.

A cota sem tarifa representa cerca de 35% das importaƧƵes brasileiras totais projetadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o ano.

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Fonte: G1

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